Crítica: “Para Roma, com Amor”

Domingo à noite, friozinho, pede um filminho né? Ontem assisti Para Roma com Amor, de Woody Allen. Tenho uma relação confusa com ele. Gosto muito dos seus filmes, mas quando ele participa, confesso que tenho um pouco de vergonha alheia porque os seus personagens são sempre o mesmo e fazem coisas embaraçosas, repetem as mesmas neuras e trejeitos. Mas não nego o seu talento como diretor, fazendo filmes interessantes e que procuram mostrar não um super fato bombástico, mas momentos nas vidas das pessoas.

Depois do ótimo Meia-Noite em Paris (2011 – já?!! Lembro como se fosse ontem, vi no cinema!), Allen resolveu prestar sua homenagem à Roma em Para Roma, com Amor (2012). E pra mim é isso que o filme faz. As histórias são só uma desculpa para mostrar a beleza da cidade, com a fotografia naquele tom amarelado que geralmente vemos nos filmes sobre a Itália. A luz lá é amarelada assim gente? Meu sonho é ir pra lá, então um dia ainda vou descobrir!

para roma com amor woody allen

Para Roma conta histórias de moradores e visitantes na cidade, italianos e americanos, que não se conectam entre si, acontecendo até em períodos de tempo diferentes. Apesar das muitas tramas, as transições são bem naturais. Ainda tem uma brincadeira/crítica com relação ao culto à celebridade, quando Leopoldo, personagem de Benigni, descobre que ficou famoso da noite para o dia e é stalkeado por paparazzis e repórteres o tempo inteiro, rendendo momentos super engraçados.

Achei ótimo ouvir italiano durante grande parte do filme, ao invés de só inglês! Língua mais linda gente. O elencon ainda conta com Penélope Cruz, Alec Baldwin, Jesse Eisenberg (A Rede Social), Ellen Page (Juno) e o diretor/ator italiano Roberto Benigni (de A Vida é Bela). É um filme leve, inteligente e engraçado, com uma trilha sonora deliciosa que te dá uma sensação boa ao assistir. Fora a vontade de ir pra Itália na mesma hora.

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