Crítica: “Django Livre”

Django Livre, em inglês Django Unchained, é um filme dirigido por Quentin Tarantino, diretor de Kill Bill, Pulp Fiction, Bastardos Inglórios e muitos outros. Pra quem conhece o diretor, já espera o tipo de filme que vai assistir: violência, lutas, e muito sangue. E é bem assim que Django funciona, então prepare-se!

django unchained

O filme é um faroeste, e se passa na época em que os negros ainda eram escravizados nos EUA. E tem todo aquele preconceito horroroso deles, com a Klu Klux Klan – por sinal uma das sequências mais engraçadas e bem boladas do filme envolve esses perseguidores discutindo o furo para os olhos das máscaras que eles usam. No filme, Jamie Foxx é Django, um escravo traficado que foi separado de sua esposa, Broomhilda (Kerry Washington), e com a ajuda de um alemão caçador de recompensas segue em busca dela. O alemão nada mais é do que Christoph Waltz, que ganhou o Oscar pela sua atuação no filme como o Dr. Schultz. Django vai resgatar sua esposa na fazenda de Calvin Candie, um homem terrível – e louco – , interpretado pelo nosso querido Leonardo DiCaprio (Tarantino tá bem hein, primeiro Brad Pitt, agora o Leo…). Ah, e não posso esquecer do Samuel L. Jackson, que eu quase não reconheci, vivendo Stephen, um escravo da fazenda que foi quem praticamente criou Calvin. O filme é surpreendente, e te prende em todos os momentos – mesmo nas sequências pesadas.

Com Django, Tarantino fez uma homenagem ao gênero do faroeste, mas com sua maneira única de elaborar os planos e sua trilha sonora bastante diversificada e incrível (tem até hiphop no meio), que dá todo um dinamismo ao filme. E é claro, ele também colocou tudo o que tem direito dos seus litros de sangue usuais e cenas pesadas de violência. Mas nada que comprometa ou deixe pesado demais, porque também tem momentos hilários.  Para os fãs do diretor, para os amates do faroeste e para quem gosta de bons filmes.

figurino

Como adoro filmes épicos, não deixo de reparar no figurino e caracterização dos atores. Tarantino sempre dá um jeito de arrumar uma ótima equipe para caracterizar seu elenco, e o resultado é incrível. O figurino de Django ficou por conta de Sharen Davis, que também assinou Histórias Cruzadas (2011), e Dreamgirls (2006), entre outros. Ela disse na época que se inspirou nos filmes de Western Spaghetti (produções italianas de faroeste das décadas de 60 e 70) para criar os figurinos, que ficaram super bem feitos:

django livre figurino

Adoro os filmes mais recentes do Tarantino, quem aí também é fã do diretor?