Crítica: “Moonlight: Sob a Luz do Luar”

Moonlight recebeu o Oscar de melhor filme em 2017 e está disponível na Netflix.

O filme conta a história de Chiron, um menino negro e gay que vive num subúrbio de Miami. São mostradas as três fases da sua vida: infância, adolescência e vida adulta. Durante a infância e adolescência, Chiron vive muitas dificuldades na escola e em casa (sua mãe é viciada em drogas). Ele é muito introspectivo e sofre bullying dos colegas, e seus únicos guias na vida são Juan, um traficante de drogas, e a namorada Teresa.

As atuações são muito boas. Os três atores que interpretaram Chiron estão em ótima sintonia, mostrando a evolução do personagem ao longo do tempo. Gostaria de ter visto mais de Juan, o traficante interpretado por Mahershala Ali. Acho que faltou um pouco mais de profundidade do roteiro para desenrolar alguns temas, muitas coisas ficaram subentendidas. Mas talvez essa sutileza seja o que chamou a atenção da crítica.

A fotografia é um caso à parte, linda linda. As cores são incríveis e tem take que dá vontade de ficar só admirando.

Moonlight é um bom filme, mas nada mais. A temática chama muita atenção por tratar de assuntos sérios e necessários, acho que talvez por isso tenha sido o vencedor do Oscar no lugar de La La Land.