7 Pequenos Prazeres

As experiências são o que formam nossa vida, personalidade, caráter, e nada mais justo do que procurarmos as “melhores coisas” pra fazermos. Mas hoje em dia parece que estamos sempre procurando coisas pra fazer pra postar nas redes sociais e mostrar pros outros como somos legais e descolados. Por isso fiz essa listinha dos meus pequenos prazeres, pra parar pra pensar um pouco nas experiências pequenas do dia-a-dia e ver que não precisamos de muita coisa pra sermos realmente felizes.

Ver o pôr-do-sol

Tem coisa melhor do que ver o pôr-do-sol? O sol indo embora fechando o dia deixa aquela luz maravilhosa no céu, me sinto super em paz!

🙌🏼 #sunset #niterói

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Tomar um cappuccino quentinho no frio {ou no calor também}

Hmmmm, café + leite + chocolate no friozinho…

Ver TV no frio enrolada no cobertor

Adoro. Posso ficar horas na frente da TV se tiver um cobertorzinho nas minhas pernas.

Ficar horas no Pinterest vendo qualquer coisa que me inspire

Gosto de escrever, mas também sou muito visual. Então instagram, pinterest e snap são as minhas redes sociais preferidas. Mas o Pinterest ganha no quesito inspiração. Como é bom passar um tempão salvando pins nas minhas pastinhas.

Comer bolo de aniversário do dia seguinte

Sou apaixonada por bolo, principalmente de aniversário, e pra mim o melhor jeito de comer um bolo de aniversário é depois que ele já foi partido e levado à geladeira.

Mergulhar no mar

Um mergulho no mar faz muito bem, que saudade que eu tô de dar um mergulhinho. Refresca o corpo e renova as energias, me sinto super bem.

Organizar {qualquer coisa}

Já gostava de organizar minhas coisas, agora então que tenho minha própria casa esse prazer só aumenta. Organizo tudo: armário, cômodos, mesa, prateleira… Tenho usado bastante minha agenda pra organizar a rotina e deixar tudo em dia. Ver tudo organizado é uma realização pra mim – adoro!

 

Esses são os meus pequenos prazeres, coisas que me deixam feliz no meu dia-a-dia. Me contem os seus! Beijos.

Libere a Serena Van der Woodsen que há em você!

Sou atrasada no quesito séries e só agora tô vendo Gossip Girl – terminando a quinta temporada e amando. Pra quem não conhece, é a história de jovens milionários do Upper East Side em Nova Iorque, gente que quase não anda a pé na rua e adora fazer intriga e planos mirabolantes. A série é ótima e me diverte muito! As personagens principais são Blair Waldorf, interpretada por Leighton Meester e Serena Van Der Woodsen, interpretada por Blake Lively (diva maravilhosa). Adoro as duas, mas esses dias estava no Pinterest dando uma procurada nos looks da personagem de Blake – tenho um painel lá só de GG – e fiquei inspiradíssima. Serena tem atitude – sabe aquela pessoa confiante, que anda desfilando com o cabelo esvoaçante? Pois é.

serena walkingDepois da minha inspiração pinterêstica saí de casa de salto – nada alto, porque andar na rua assim não é lá muito confortável -, com uma blusa que eu gosto muito e me deixa bem, com meus óculos escuros novos e cabelo solto – preciso dizer esvoaçante? haha Enfim, me sentindo a Serena! É claro que ela não é assim todo dia, afinal é um ser humano – mulher ainda por cima – e tem seus momentos de insegurança. Mas a atitude que ela tem em relação às coisas é que diz quem ela é.

Daí fiquei pensando e surgiu a inspiração pra esse post. Acho que a gente tem que liberar a Serena que temos em nós e sermos mais confiantes, termos mais autoestima e gostarmos de nos arrumar. E pra isso usamos a moda! Ela nos ajuda a sermos nós mesmas – ou um pouco de Serena, ou um pouco de Blair, ou o que quisermos ser. Muita gente acha que é futilidade sair pra fazer compras, bater perna, mas gente, que delícia que é vestir uma roupa nova e se sentir maravilhosa!

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Gosto de falar de coisas boas aqui no blog, sempre tento ter uma atitude positiva em relação à vida, mas com esse monte de agressão às mulheres – na internet e fora dela – tá um pouco difícil. Estamos vivendo tempos difíceis, meninas, e é importantíssimo a gente se sentir confiante pra enfrentar os desafios que estão aí e que virão.

Então vamos sair mais arrumadas por aí, com roupas que nos fazem sentir bem, colocar uma maquiagem, e desfilar pela rua com os cabelos esvoaçantes, acho que merecemos por tudo o que passamos. E, mais importante que nossas roupas, vamos ter a atitude de Serena Van Der Woodsen, porque ela não se cala e não abaixa a cabeça por qualquer coisa não!

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Crítica: “The True Cost”

the true costThe True Cost é um documentário que fala sobre a cultura do Fast Fashion (a moda rápida, das roupas praticamente descartáveis) e seus impactos no mundo. Dirigido por Andrew Morgan, ele explora a luta de ativistas e trabalhadores do setor por melhores condições de trabalho, assim como o impacto na agricultura, que também faz parte da cadeira produtiva de roupas. Ele viaja pelos países e mostra as condições precárias de trabalho nas fábricas – principalmente em Bangladesh – e o problema da produção de algodão, que polui o meio-ambiente com a quantidade imensa de agrotóxicos jogados nas plantações e causa inúmeras doenças nas pessoas que manipulam essas substâncias.

É um filme que nos faz pensar sobre o que consumimos e até aonde esse consumismo desenfreado irá levar o mundo. Uma cena muito forte pra mim foi quando foi mostrada a cobertura dos jornais americanos da Black Friday, a sexta-feira de promoções antes do Dia de Ação de Graças, onde as pessoas entravam loucamente e aos bandos nas lojas como se não houvesse amanhã e todas as roupas do mundo fossem acabar. Me lembrou da inauguração da Forever 21 no Village Mall no Rio, cuja fila se estendeu até o lado de fora do shopping e as pessoas levaram cerca de 4 horas pra conseguir comprar alguma coisa. Pra que isso? 

Fiquei arrasada quando terminei de assistir o doc, é um choque de realidade muito grande pra mim e pra muitas pessoas. Como pode existir gente tão insensível nesse mundo? Como os donos das grandes marcas de fast fashion conseguem deitar a cabeça no travesseiro à noite e dormir? Isso não entra na minha cabeça.

Em compensação fiquei aliviada de saber que existem pessoas que lutam pelos direitos dos trabalhadores das fábricas e por uma produção de moda mais justa, como por exemplo a campanha #WhoMadeMyClothes (#QuemFezMinhasRoupas) criada pelo movimento Fashion Revolution.

Acho que todo mundo deveria assistir The True Cost (tem no Netflix!) pra repensar seus próprios atos, não só na questão do consumo de bens como também em relação às outras pessoas. E fica a pergunta pra vocês:

 De que adianta comprar uma roupa que você irá usar uma vez e depois descartar?

Desapego

Esse é um texto do meu blog antigo, mas o assunto é sempre atual.

Estava aqui lembrando de uma aula que eu tive no segundo período da faculdade e que me marcou muito porque parece que o professor falou diretamente pra mim. Era aula de Produção cinematográfica e a primeira coisa que ele fez foi colocar a palavra DESAPEGO no quadro (assim, bem grande). E aí começou a falar que no cinema a gente tinha que praticar muito isso porque não é sempre que vamos conseguir fazer tudo o que planejamos, ou tudo o que escrevemos no nosso roteiro. Mas pra mim a mensagem ficou além disso. Eu, como muitos de vocês, me apego às coisas e às pessoas. É completamente normal, vivemos em um mundo material, queremos tudo para nós mesmos. Mas precisamos praticar o desapego, pra conseguirmos viver melhor. É difícil. Demais. Mas não é impossível! A gente nasce, cresce e morre. Não possuímos nada, nem o nosso corpo. A vida é uma grande viagem, e cabe à nós saber aproveitá-la e percebê-la como tal.

Por isso solte, deixe acontecer. Segure o ciúme! Sua vida vai melhorar, vai evitar brigas, sofrimento, e se você deixar a pessoa amada (não to falando só de namorado/marido, mas também de amigos) livre, ela vai se sentir à vontade com você e vai voltar à você na hora certa. Ninguém é dono de ninguém. A gente só é companheiro um do outro nessa longa jornada que chamamos de vida. Acredito que estamos todos aqui pra aprender e evoluir, e quanto mais conseguimos nos desapegar, melhor.

Outra coisa também é o apego pelas coisas materiais. Como vivemos num mundo de matéria, é realmente muito difícil a gente se desapegar e ver que aquilo não é o que importa realmente. Sim, é ótimo ter uma casa confortável, roupas bonitas, um carro, etc., mas não é o essencial. Como escreveu uma vez Antoine de Saint-Exupéry:

le petit prince

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. “