Crítica: “Dunkirk”

Dunkirk é o mais novo filme do aclamado diretor Christopher Nolan que, entre outros, dirigiu a última franquia do Batman – a de maior sucesso.

Dunkirk conta como as tropas inglesas foram evacuados da região de Dunkirk na França, depois de serem encurraladas pelas tropas alemãs durante Segunda Guerra Mundial.

Nolan é um mestre da tensão aliando a direção, fotografia, edição e mais do que tudo a trilha sonora fantástica de Hans Zimmer (sou sua fã Zimmer!). São quase duas horas de tensão pura! A narrativa do filme não é linear, só percebi isso depois de uma determinada cena. São três narrativas desenvolvidas ao mesmo tempo: Mole (dique – terra), Sea (mar), and Air (ar). Os acontecimentos vão e voltam, e no início fica um pouco confuso de entender, mas depois as coisas se encaixam.

Para a produção, Nolan contou com atores excelentes como Kenneth Branagh, Mark Rylance, Tom Hardy (só reconheci no final), mas os “principais” (se eu posso colocar assim) são os novatos/desconhecidos Fionn Whitehead, Aneurin Barnard e – acredite ou não – o ex-One Direction Harry Styles (que faz um bom trabalho, por sinal). Mas Dunkirk não é um filme cheio de diálogos – muito pelo contrário. São as ações que contam a história já conhecida de um jeito único.

Dunkirk é um dos grandes candidatos ao Oscar do ano que vem, tanto pela qualidade técnica como artística. Quem aí já viu?

Crítica: “Moonlight: Sob a Luz do Luar”

Moonlight recebeu o Oscar de melhor filme em 2017 e está disponível na Netflix.

O filme conta a história de Chiron, um menino negro e gay que vive num subúrbio de Miami. São mostradas as três fases da sua vida: infância, adolescência e vida adulta. Durante a infância e adolescência, Chiron vive muitas dificuldades na escola e em casa (sua mãe é viciada em drogas). Ele é muito introspectivo e sofre bullying dos colegas, e seus únicos guias na vida são Juan, um traficante de drogas, e a namorada Teresa.

As atuações são muito boas. Os três atores que interpretaram Chiron estão em ótima sintonia, mostrando a evolução do personagem ao longo do tempo. Gostaria de ter visto mais de Juan, o traficante interpretado por Mahershala Ali. Acho que faltou um pouco mais de profundidade do roteiro para desenrolar alguns temas, muitas coisas ficaram subentendidas. Mas talvez essa sutileza seja o que chamou a atenção da crítica.

A fotografia é um caso à parte, linda linda. As cores são incríveis e tem take que dá vontade de ficar só admirando.

Moonlight é um bom filme, mas nada mais. A temática chama muita atenção por tratar de assuntos sérios e necessários, acho que talvez por isso tenha sido o vencedor do Oscar no lugar de La La Land.

Crítica: “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”!

Muito bem! Jack Sparrow está de volta depois do vexame do quarto filme da série Piratas do Caribe. Fiquei super decepcionada com o Navegando em Águas Misteriosas, então estava sem muitas expectativas para A Vingança de Salazar (só fiquei mais animada quando vi que iam trazer de volta Will Turner e Elizabeth Swann!).

Dessa vez a história começa com Henry Turner (Brenton Thwaites), filho de Will (Orlando Bloom) e Elizabeth (Keira Knightley), que procura um jeito de livrar seu pai da maldição de ser o capitão do Holandês Voador – aka novo Davey Jones – e só poder pisar em terra firme de 10 em 10 anos. É claro que Henry busca ajuda de Jack Sparrow (Johnny Depp), famoso pirata que viveu muitas aventuras ao lado de seu pai. São muitas confusões, e no meio disso tudo eles se juntam com Carina Smyth, vivida por Kaya Scodelario. Ela é uma astrônoma e busca a mesma coisa que eles: o Tridente de Poseidon. Só que eles não contavam com a presença do Capitão Salazar (Javier Bardem), exterminador de piratas e inimigo número 1 de Jack.

São muitas sequências divertidas, grandes cenas de batalhas de navios – que eu amo – e excelentes efeitos especiais. As atuações também são ótimas – dignas de um blockbuster. Gostei muito do vilão Salazar, vivido por Bardem, principalmente depois dos efeitos especiais. E Barbossa e sua tripulação estão demais de piratas ricos! E tudo acompanhado da trilha sonora mais incrível de todas, relembrando sempre a trilha do primeiro filme, composta por Klaus Badelt.

Achei ele no mesmo nível dos três primeiros filmes em relação ao roteiro e execução. Algumas coisas no roteiro foram um pouco forçadas, como a tentativa de fazer o novo casal como um “Will e Elizabeth” do futuro, mas ok. Por mim podiam ter pulado o quarto filme e ido direto para esse último! Ah, e tem cena após os créditos como os outros, uma dica para o próximo Piratas!

Sabe quando você sai feliz do cinema? Pois é. Piratas do Caribe não é um filme com uma super história para fazer pensar. É apenas um blockbuster que tem a intenção de divertir, é a volta do gênero épico de Capa e Espada (Swashbuckling). E é isso que ele faz com maestria: diverte.

Crítica: “Rei Arthur: A Lenda da Espada”

Rei Arthur: A Lenda da Espada conta mais uma vez a história do rei inglês que tirou uma espada de uma pedra. Quando vi que iam lançar o filme pensei: “Ai mais um???!! O do Clive Owen foi tão bom, pra que outro?”. Mas aí vi o trailer e pensei: “Meldels, preciso ver esse filme!”

A história dessa vez é a origem do mito, de como ele se tornou rei. Ele começa durante o reinado de seu pai, Uther Pendragon (Eric Bana), que foi usurpado pelo seu tio Vortigern (Jude Law). O pequeno Arthur acaba sendo criado em um prostíbulo, acreditando ser filho de uma das prostitutas. Anos depois, a história da espada acontece e ele acaba descobrindo quem realmente é. No meio do caminho ele encontra o pessoal da resistência ao atual rei, entre eles uma maga, vivida por Astrid Bergès-Frisbey (ela interpretou a sereia em Piratas do Caribe 4), e o Littlefinger Lord Baelish de Game of Thrones ops Aidan Gillen, cujo personagem (Bill) é bem diferente do da série. Não conhecia Charlie Hunnam, que faz o Arthur, mas gostei bastante dele! Soube dar voz ao Arthur moderninho e irônico sem ficar caricato.

Guy Ritchie (Sherlock Holmes) é o diretor e imprime em sua direção e montagem suas ideias, dando uma modernizada no filme. A sequência inicial é fantástica e de tirar o fôlego. Além disso, várias outras sequências são muito bem montadas, algumas contadas a partir de flashbacks que só Ritchie sabe fazer. A trilha sonora é fantástica e nos faz imergir cada vez mais no mundo de Arthur. Não preciso nem falar dos efeitos especiais super bem feitos, com elefantes gigantes, muita magia e personagens misteriosos. Rei Arthur: A Lenda da Espada é entretenimento do início ao fim das suas duas horas de duração.

Espero muito que tenha uma continuação! Fiquem com o trailer!