Crítica: “Aliados”

Brad Pitt e Marion Cotillard protagonizam o drama Aliados, que se passa durante a Segunda Guerra Mundial. Brad é Max Vatan, um oficial canadense e Marion Cotillard é Marianne Beauséjour, uma espiã francesa da Resistência.

Max a Marianne se conhecem em Casablanca em uma missão perigosa, se apaixonam e vão morar na Inglaterra. Os problemas começam quando o serviço secreto começa a suspeitar de Marianne, e Max não acredita. A partir daí ele segue em busca da verdade sobre sua esposa.

O diretor Robert Zemeckis (Náufrago, O Expresso Polar, Forrest Gump) utilizou bem sua habilidade de contar histórias marcantes. Mesmo com toda a tensão da guerra, há momentos descontraídos no filme. E também tem ação, romance e muito drama. É um filme completo, no estilo filmão clássico de Hollywood.

Figurino

Aliados foi indicado ao Oscar 2017 pelo figurino, que realmente é maravilhoso.

Segundo a figurinista, Joanna Johnston, o figurino de Marianne é uma mistura das damas clássicas de Hollywood com a moda francesa da década de 1940. O figurino de Max também é bem no estilo clássico dos grandes galãs.

Crítica: “La La Land”

Finalmente consegui assistir La La Land e fiquei apaixonada. Sabe aquele filme que você assiste sorrindo? La La Land é exatamente isso.

O filme conta a história de Mia (Emma Stone), uma atriz tentando a vida em Los Angeles (LA, por isso o nome do filme), e Sebastian (Ryan Gosling), um pianista de Jazz, que se apaixonam. La La Land mostra todo aquele processo delicioso de se apaixonar, os pequenos momentos e os grandes também. Enquanto isso, os dois buscam realizar seus sonhos nas profissões que escolheram.

O roteiro é muito bem elaborado, os personagens são ótimos e é claro que a escolha de atores não poderia ser melhor. Emma Stone e Ryan Gosling são excelentes atores e provaram ser mais do que isso cantando, dançando e tocando músicas apaixonantes.

Tem gente que achou exagerado o número de indicações ao Oscar, mas eu entendi o por quê de toda essa aclamação. São sequências muito bem boladas e executadas, a fotografia é uma coisa de linda, a direção de arte faz tudo combinar. É um filme esteticamente muito bem feito.

Figurino

Além de tudo lindo, o figurino de La La Land é incrível e faz tudo se encaixar ainda mais! A figurinista  Mary Zophres disse que queria figurinos românticos para os atores, já que La La Land é uma história de amor.

Os vestidos e saias de Mia são no estilo vintage, e foram desenhados e comprados pela produção para valorizar a silhueta da atriz. Além disso, todos os figurinos de dança foram pensados para isso, já que não é possível dançar com qualquer modelo de vestido.

O figurino de Sebastian também é voltado para o clássico por ele ser um músico apaixonado pelo Jazz original e pelos grandes artistas do gênero.

La La Land é um filme surpreendente e tocante. Não tem como não se emocionar e pensar sobre onde as nossas escolhas nos levam.

Crítica: “Chef”

Ando numa vibe gastronômica, então tava procurando filmes sobre comida no Netflix. Entre várias indicações na internet achei o filme Chef (2014), dirigido e protagonizado por Jon Favreau (diretor da sequência Homem de Ferro, entre outros).

Chef é um filme de baixo orçamento, independente, mas com elenco de peso – Dustin Hoffman, Sofia Vergara, Scarlett Johansson e Robert Downey Jr. fazem parte dele. No entanto, quem rouba a cena é John Leguizamo na pele de Martin, o fiel assistente de Carl (não fez isso à toa, o cara dublou o Sid de A Era do Gelo – um dos meus personagens preferidos ever!).

No filme, Jon vive o chef Carl Casper, que após se demitir do restaurante onde trabalhava, compra um food truck para voltar às origens criativas da sua culinária. Ao mesmo tempo, Carl entra em uma jornada para recuperar o contato com seu filho – ele é divorciado e não passa muito tempo com o garoto.

Confesso que fiquei esperando mais coisas acontecerem – tem até um conflito com um crítico gastronômico, mas eu esperava mais ação, sei lá. Por outro lado, o filme tem várias mensagens legais, como a importância da família, além de uma pegada bem atual com a presença do Twitter.

No fim das contas, Chef é uma gracinha de filme, super leve, com várias sequências ótimas de comidas que te deixam com água na boca (tô doida pra provar esse sanduíche cubano haha), momentos engraçados e momentos fofos.

Crítica: “O Lado Bom da Vida”

O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012) foi o filme responsável por dar um Oscar de melhor atriz para Jennifer Lawrence e uma indicação de melhor ator para Bradley Cooper (no total foram 8 indicações no Oscar 2013!). Ainda tem Robert DeNiro no elenco, que é um plus a mais.

A trama gira em torno de Pat (Bradley Cooper) um ex-professor afastado do cargo por problemas com sua ex-mulher, que o levaram a passar 8 meses internado em uma clínica psiquiátrica.

Depois desse tempo, ele tem que morar com seus pais e se manter afastado de Nikki, sua ex (por quem ele é obcecado). Na clínica ele aprendeu uma nova filosofia de vida, que é ver o lado bom das situações, e tenta colocar isso em prática. A partir daí o filme se desenvolve e vemos que Pat possui um transtorno psicológico que não só o afeta como também a seus familiares. Então ele conhece Tiffany, personagem de Jennifer Lawrence, que é bem parecida com ele, e mesmo com alguns tropeços eles começam a se ajudar.

Apesar de o filme ser lento, os personagens são bem construídos pelos atores, que estão em uma sintonia incrível. O Lado Bom da Vida é um tanto previsível, mas o assunto que ele aborda é muito importante. É preciso discutir a questão da doença mental, que ainda é um tabu na sociedade.

Não é um dos meus filmes preferidos, mas é um filme que deve ser visto.