Crítica: “Lion – Uma Jornada Para Casa”

Lion – Uma Jornada Para Casa conta a história real de Saroo, um menino indiano que após ficar perdido em Calcutá aos 5 anos é adotado por um casal australiano. Depois que Saroo cresce, ele começa a buscar sua família na Índia.

O filme começa com Saroo pequenininho sendo interpretado por Sunny Pawar – um ator maravilhoso e cativante apesar da pouca idade, e após uma passagem de 20 anos o personagem é vivido por Dev Patel, de Quem Quer Ser Um Milionário. Os pais adotivos são vividos por Nicole Kidman e David Wenham. Rooney Mara também está no elenco e interpreta a namorada de Saroo.

O filme mostra a realidade de crianças perdidas na Índia e tudo o que Saroo enfrenta até chegar a um orfanato. Depois de ser adotado ele se muda para a Tasmânia e vive com os pais adotivos até ir para a faculdade e é aí é que Saroo começa a sua busca pela família indiana. Mesmo com poucas informações sobre sua origem, ele usa o Google Earth para tentar localizar o vilarejo onde vivia.

Só achei que faltou um pouco de profundidade no tema do irmão adotivo de Saroo, que ficou meio jogado na história. Mas ok. A trilha sonora é muito bonita e conduz bem o filme – não é à toa que rendeu uma das 6 indicações de Lion ao Oscar desse ano. Além disso, a fotografia é incrível, com takes aéreos lindíssimos.

É um filme bonito, tocante e emocionante, que mostra a jornada de Saroo em busca de sua família e de seu lugar no mundo. Sua angústia é sentida do outro lado da tela e o final é de chorar muito! Mas vale muito a pena assistir.

Crítica: “Rei Arthur: A Lenda da Espada”

Rei Arthur: A Lenda da Espada conta mais uma vez a história do rei inglês que tirou uma espada de uma pedra. Quando vi que iam lançar o filme pensei: “Ai mais um???!! O do Clive Owen foi tão bom, pra que outro?”. Mas aí vi o trailer e pensei: “Meldels, preciso ver esse filme!”

A história dessa vez é a origem do mito, de como ele se tornou rei. Ele começa durante o reinado de seu pai, Uther Pendragon (Eric Bana), que foi usurpado pelo seu tio Vortigern (Jude Law). O pequeno Arthur acaba sendo criado em um prostíbulo, acreditando ser filho de uma das prostitutas. Anos depois, a história da espada acontece e ele acaba descobrindo quem realmente é. No meio do caminho ele encontra o pessoal da resistência ao atual rei, entre eles uma maga, vivida por Astrid Bergès-Frisbey (ela interpretou a sereia em Piratas do Caribe 4), e o Littlefinger Lord Baelish de Game of Thrones ops Aidan Gillen, cujo personagem (Bill) é bem diferente do da série. Não conhecia Charlie Hunnam, que faz o Arthur, mas gostei bastante dele! Soube dar voz ao Arthur moderninho e irônico sem ficar caricato.

Guy Ritchie (Sherlock Holmes) é o diretor e imprime em sua direção e montagem suas ideias, dando uma modernizada no filme. A sequência inicial é fantástica e de tirar o fôlego. Além disso, várias outras sequências são muito bem montadas, algumas contadas a partir de flashbacks que só Ritchie sabe fazer. A trilha sonora é fantástica e nos faz imergir cada vez mais no mundo de Arthur. Não preciso nem falar dos efeitos especiais super bem feitos, com elefantes gigantes, muita magia e personagens misteriosos. Rei Arthur: A Lenda da Espada é entretenimento do início ao fim das suas duas horas de duração.

Espero muito que tenha uma continuação! Fiquem com o trailer!

 

#5filmes de Moda

Na #5filmes de hoje trago filmes relacionados ao universo da Moda! Quem não gosta de ver roupas lindas em cena não é mesmo? haha

1- O Diabo Veste Prada

(The Devil Wears Prada, 2006) Clássico recente, O Diabo Veste Prada conta a história de Andry Sachs, que é contratada pela revista fictícia Runway como segunda assistente da poderosa Miranda Priesley. Ao longo do filme vemos a transformação de Andy por causa do trabalho, o que acaba afetando sua vida pessoal. Com Meryl Streep e Anne Hathaway, divas superiores, e uma pontinha de Gisele Bündchen, a própria! Obs.: Dizem que foi inspirado na experiência da autora do livro homônimo, que trabalhou com a editora da Vogue America Anna Wintor. *Recomendo também o livro!

2 – Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

(Confessions of a Shopaholic, 2009) Isla Fisher é Becky Bloom, uma consumista assumida e muito louca! Ela arruma um emprego como escritora de uma revista de economia, mas põe tudo à prova por causa do seu consumismo excessivo. Tem romance, muito drama e roupas maravilhosas.

3 – As Patricinhas de Beverly Hills

(Clueless, 1995) Clássico dos anos 90! Os dramas das adolescentes ricas são o tema desse filme, que ditou a moda da época – e continua ditando, como você vê aqui.

4 – The True Cost

(2015) Já falei sobre esse documentário aqui, e é super necessário assisti-lo. Em linhas gerais, The True Cost fala sobre o verdadeiro preço das roupas que compramos, e como o mercado de moda impacta o mundo.

5 – Um Senhor Estagiário

(The Intern, 2015) Também tem crítica aqui no blog! Um Senhor Estagiário conta a história de Ben Whittaker (Robert DeNiro), um aposentado que resolve voltar a trabalhar e vira estagiário em um e-commerce de moda fundado por Jules Ostin (Anne Hathaway).

Esses são alguns dos filmes que abordam de alguma forma o universo da moda. Espero que gostem e me recomendem seus preferidos! 🙂

Beijos, Helena.

Crítica: “(Dis)Honesty: The Truth About Lies”

Na Netflix tem todo tipo de coisa, e vários documentários interessantes. Um que assisti recentemente foi (Dis)Honesty: The Truth About Lies [em tradução livre: “(Des)Honestidade: A Verdade Sobre As Mentiras”], de Yael Melamede.

O documentário conta sobre a pesquisa de Dan Ariely, um economista que estuda o comportamento humano. Seu foco maior é na desonestidade, e como e por que o ser humano mente.

No doc, Dan e sua equipe conduzem vários experimentos para catalogar as formas como as pessoas mentem. Ao mesmo tempo, são exibidos vários depoimentos de pessoas que mentiram e sofreram consequências diversas por isso. E é tudo muito impressionante! A narrativa é muito bem desenvolvida, com várias explicações que deixam a gente pensando muito.

Gosto de documentários que me fazem pensar. E enquanto assistia a (Dis)Honesty, pensei muito no “jeitinho brasileiro”. A gente acha que é só aqui que as pessoas mentem e trapaceiam, mas as pesquisas são conduzidas em vários lugares e em todos são constatadas as mentiras. É uma coisa inerente ao ser humano, que a gente faz principalmente se vemos outras pessoas fazendo também. E é triste a gente ver o quanto isso é comum.

Fica a reflexão e a dica do filme!

Beijos, Helena.