Crítica: “Lion – Uma Jornada Para Casa”

Lion – Uma Jornada Para Casa conta a história real de Saroo, um menino indiano que após ficar perdido em Calcutá aos 5 anos é adotado por um casal australiano. Depois que Saroo cresce, ele começa a buscar sua família na Índia.

O filme começa com Saroo pequenininho sendo interpretado por Sunny Pawar – um ator maravilhoso e cativante apesar da pouca idade, e após uma passagem de 20 anos o personagem é vivido por Dev Patel, de Quem Quer Ser Um Milionário. Os pais adotivos são vividos por Nicole Kidman e David Wenham. Rooney Mara também está no elenco e interpreta a namorada de Saroo.

O filme mostra a realidade de crianças perdidas na Índia e tudo o que Saroo enfrenta até chegar a um orfanato. Depois de ser adotado ele se muda para a Tasmânia e vive com os pais adotivos até ir para a faculdade e é aí é que Saroo começa a sua busca pela família indiana. Mesmo com poucas informações sobre sua origem, ele usa o Google Earth para tentar localizar o vilarejo onde vivia.

Só achei que faltou um pouco de profundidade no tema do irmão adotivo de Saroo, que ficou meio jogado na história. Mas ok. A trilha sonora é muito bonita e conduz bem o filme – não é à toa que rendeu uma das 6 indicações de Lion ao Oscar desse ano. Além disso, a fotografia é incrível, com takes aéreos lindíssimos.

É um filme bonito, tocante e emocionante, que mostra a jornada de Saroo em busca de sua família e de seu lugar no mundo. Sua angústia é sentida do outro lado da tela e o final é de chorar muito! Mas vale muito a pena assistir.

Crítica: “Moonlight: Sob a Luz do Luar”

Moonlight recebeu o Oscar de melhor filme em 2017 e está disponível na Netflix.

O filme conta a história de Chiron, um menino negro e gay que vive num subúrbio de Miami. São mostradas as três fases da sua vida: infância, adolescência e vida adulta. Durante a infância e adolescência, Chiron vive muitas dificuldades na escola e em casa (sua mãe é viciada em drogas). Ele é muito introspectivo e sofre bullying dos colegas, e seus únicos guias na vida são Juan, um traficante de drogas, e a namorada Teresa.

As atuações são muito boas. Os três atores que interpretaram Chiron estão em ótima sintonia, mostrando a evolução do personagem ao longo do tempo. Gostaria de ter visto mais de Juan, o traficante interpretado por Mahershala Ali. Acho que faltou um pouco mais de profundidade do roteiro para desenrolar alguns temas, muitas coisas ficaram subentendidas. Mas talvez essa sutileza seja o que chamou a atenção da crítica.

A fotografia é um caso à parte, linda linda. As cores são incríveis e tem take que dá vontade de ficar só admirando.

Moonlight é um bom filme, mas nada mais. A temática chama muita atenção por tratar de assuntos sérios e necessários, acho que talvez por isso tenha sido o vencedor do Oscar no lugar de La La Land.

Crítica: “Um Estranho no Ninho”

Um Estranho no Ninho é um filme de 1975 e tá em qualquer lista de filmes clássicos must-see que você achar por aí. É vencedor de 5 Oscar, incluindo Melhor Diretor e Melhor Filme em 1976.

O filme é uma adaptação do livro homônimo de Ken Kesey, que se inspirou em suas experiências de quando trabalhou em uma instituição psiquiátrica. Um Estranho no Ninho conta a história de Randle McMurphy, um preso que, alegando insanidade mental para escapar do trabalho da prisão, vai para uma instituição psiquiátrica. Lá, McMurphy vira o centro das atenções e começa uma revolução dos internados contra os enfermeiros e médicos – principalmente contra a enfermeira Ratched.

Um Estranho no Ninho foi dirigido por Milos Forman, diretor tcheco aclamado pela crítica. O ator Jack Nicholson vive um de seus papéis mais emblemáticos como McMurphy (não por acaso ele ganhou o Oscar de Melhor Ator do ano de 1976). O elenco também conta com Danny DeVito e Christopher Lloyd como internados e Louise Fletcher como a enfermeira chefe (papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz).

É um filme muito bem escrito, que não precisa de efeitos especiais e nem nada do tipo.

 

Crítica: “Aliados”

Brad Pitt e Marion Cotillard protagonizam o drama Aliados, que se passa durante a Segunda Guerra Mundial. Brad é Max Vatan, um oficial canadense e Marion Cotillard é Marianne Beauséjour, uma espiã francesa da Resistência.

Max a Marianne se conhecem em Casablanca em uma missão perigosa, se apaixonam e vão morar na Inglaterra. Os problemas começam quando o serviço secreto começa a suspeitar de Marianne, e Max não acredita. A partir daí ele segue em busca da verdade sobre sua esposa.

O diretor Robert Zemeckis (Náufrago, O Expresso Polar, Forrest Gump) utilizou bem sua habilidade de contar histórias marcantes. Mesmo com toda a tensão da guerra, há momentos descontraídos no filme. E também tem ação, romance e muito drama. É um filme completo, no estilo filmão clássico de Hollywood.

Figurino

Aliados foi indicado ao Oscar 2017 pelo figurino, que realmente é maravilhoso.

Segundo a figurinista, Joanna Johnston, o figurino de Marianne é uma mistura das damas clássicas de Hollywood com a moda francesa da década de 1940. O figurino de Max também é bem no estilo clássico dos grandes galãs.